
Uma investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio da Promotoria de Justiça de Cordeirópolis, resultou na condenação de dois irmãos a mais de 31 anos de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico. O trabalho investigativo deu origem à Operação Sileno, deflagrada em janeiro deste ano.
Apontado pela investigação como líder do esquema, conhecido como “Careca”, foi condenado a 19 anos, 2 meses e 12 dias de prisão, em regime fechado. Seu irmão, conhecido como “Cabelo”, recebeu pena de 12 anos, 2 meses e 12 dias.
As investigações começaram em 2024, a partir de procedimento instaurado pelo Ministério Público. A Promotoria requisitou diligências à Polícia Civil para identificar os responsáveis pelo abastecimento de pontos de venda de entorpecentes no município.
Com apoio da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Limeira, foram realizadas investigações de campo, monitoramentos, interceptações telefônicas e análises de dados telemáticos, mediante autorização judicial.
As apurações identificaram uma cocheira no Jardim Progresso, nas proximidades da linha férrea, utilizada para armazenar grandes quantidades de drogas. Segundo a investigação, um dos suspeitos exercia a liderança da atividade criminosa, enquanto o outro atuava na guarda e no armazenamento dos entorpecentes.
Deflagrada em janeiro deste ano, a Operação Sileno contou com equipes da Polícia Civil e apoio operacional da Polícia Militar de Cordeirópolis, além da Guarda Civil Municipal.
Durante as buscas, foram apreendidas 1.440 porções de cocaína, 1.550 pedras de crack, 886 gramas de crack em pedaços maiores e 25 gramas de maconha. Também foram encontrados dinheiro, celulares, materiais para embalagem e um veículo Toyota Corolla Cross.
Parte dos entorpecentes estava escondida em tambores de ração animal e em recipientes enterrados no terreno. Dados de geolocalização obtidos durante a investigação permitiram identificar os locais de armazenamento.
Na ação penal, o Ministério Público pediu a condenação dos acusados, o reconhecimento da reincidência, a aplicação do regime fechado e o perdimento dos bens relacionados à atividade criminosa.
A sentença da Vara Única de Cordeirópolis reconheceu a participação dos dois irmãos no esquema e determinou, além das penas de prisão, o perdimento de aproximadamente R$ 12 mil, do veículo e de equipamentos apreendidos. Os condenados tiveram negado o direito de recorrer em liberdade e permanecem presos. A decisão foi proferida em primeira instância e ainda cabe recurso.
